O MUSEU DO PENSAMENTO

infanto-juvenil

ilustrações de Pedro Semeano e Susana Diniz [estúdio ADAMASTOR]

Editorial Caminho
Outubro de 2017
ISBN: 9789722128476

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** VENCEDOR DO PRÉMIO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES 2018 PARA MELHOR LIVRO INFANTO-JUVENIL **

** VENCEDOR DO PRÉMIO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL DO FESTIVAL LITERÁRIO DE FÁTIMA **

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Este livro nasce de uma peça de teatro escrita para as Chapelarias Azevedo Rua na edição de 2014 do Festival Teatro das Compras, com Giacomo Scalisi e Miguel Fragata.

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NA IMPRENSA

«Não é preciso recorrer ao estafado lugar comum da criança que todos temos dentro de nós (ups, já o fizemos...) para dizer que um bom livro infanto-juvenil existe para ser lido por todos. É o caso deste Museu do Pensamento. Com ilustrações de Pedro Semeano e Susana Diniz, este volume revela-se numa estrutura algo caótica que serve muito bem o seu tema: o pensamento livre dentro das nossas cabeças. “Como é que se consegue na?o pensar em nada se estamos a pensar que estamos a pensar em nada? Uau, que grande confusão! Pois é, isto de pensar nunca acaba...”, lê-se a páginas tantas. Miguel, um “senhor muito bem vestido”, é o nosso guia neste “especialíssimo” Museu do Pensamento em forma de livro com muito mais perguntas do que respostas, excelente ponto de partida para a arte de filosofar. Ou, simplesmente, pensar.»

Pedro Dias de Almeida na Revista Visão, 4 de Outubro de 2017

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«Museus, há-os de todos os tipos e para todos os gostos. Logo na primeira página deste livro, Joana Bértholo enumera uns quantos: Museu da Pedra, do Pão, do Papel, do Azulejo, da Água, do Ciclismo — uma lista que inclui quase tudo o que e? palpável e se pode colocar dentro de um mostrador ou pendurar numa parede. O museu para o qual a escritora nos convida, porém, é imaterial e só feito de palavras. Não exige um movimento exterior, mas interior, para dentro da cabeça. Porque é aí que o pensamento se forma e existe. Ou seja, este museu sem paredes coincide com o seu objeto: trata-se de um espaço bem pensado, onde se pensa de várias maneiras sobre o ato de pensar. Guiados por Miguel, um cicerone “muito bem vestido”, colocamo-nos no lugar do público invisível, que vai dando sinais da sua presença, das suas dúvidas e espantos. Jogando com as inventivas ilustrações de Pedro Semeano e Susana Diniz, a autora do texto imita a deriva própria do pensamento deixado em roda livre, avançando por associação de ideias, com inesperados saltos argumentativos e súbitas revelações, muitas vezes expressas em concisos rasgos poéticos. Há espaço para muitas perguntas, para jogos, para paradoxos, para desafios difíceis (o de “(não) pensar em nada”, por exemplo: “Como é que se consegue não pensar em nada se estamos a pensar que estamos a pensar em nada...?”), e também para muitos chapéus e histórias de chapéus. Na verdade, este texto começou por ser uma peça de teatro, pensada (lá está) para o ‘palco’ provisório de uma chapelaria do Rossio, no âmbito de um festival que invade todos os anos várias lojas antigas da Baixa lisboeta. A adaptação da dramaturgia a livro infanto-juvenil tem a suas arestas, mas o espírito lúdico mantém-se. E se nem todos os pensamentos do livro são brilhantes, há um bom número de frases certeiras. Como esta: “Pensar é ter uma pergunta a fazer turismo na nossa cabeça e não conseguir convencê-la a voltar para o seu país.»

José Mário Silva na revista E, do jornal Expresso, a 23 de Setembro de 2017

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«Uma obra original, escrita num tom coloquial e bem-disposto, a que se juntam ilustrações num registo que combina bem com a clareza da linguagem. Não sendo imagens óbvias (à excepção dos múltiplos formatos de chapéus), estimulam a imaginação e a reflexão. Arriscaríamos chamar-lhes “imagens filosóficas”. É que dão que pensar…»

Rita Pimenta no Público de 7 de Outubro de 2017

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_ Rádio Amália, Conversa com António Vieira, no programa Madragoas, em Outubro de 2017
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